O começo de uma aventura

 
 

Me chamo Ricardo Perugorría, e nasci em 1948 perto de Bragado, na província de Buenos Aires, Argentina. Desde 1983 vivo em Bakersfield, uma cidade de 350.000 habitantes 180 quilômetros ao norte de Los Angeles, California.  Em minha juventude tive um pequeno interesse na história de minhs família, mas logo fui-me esquecendo. Até pouco tempo sabia que éramos bascos (possivelmente franceses), que nosso sobrenome significava Pedro o Ruivo, que havia um povoado de Corrientes com o meu nome, e que houve um caudilho chamado Genaro Perugorría. Ademais, que meu avô tinha vindo do Uruguai à Argentina com outros 2 irmãos. Ah, e descobri em 1995 que havia um ator cubano chamado exatamente como meu irmão, Jorge.

 

Tudo mudou em 12 de julho de 2002, quando meu irmão Jorge Perugorría, administrador da Igreja San Andrés, no centro de Buenos Aires, fundada em 1829 para servir à comunidade escocesa,  recebeu a visita de uma investigadora de registros genealógicos, que ao enteirar-se do apelido lhe disse: “Conheço alguem que está interessado na história dos Perugorría”. No dia seguinte meu irmão recebeu um e-mail de Egidio Silva Segovia, um médico de Posadas, Misiones, perguntando-lhe sobre o sobrenome Perugorría.  Meu irmão me enviou o e-mail, e me pus em contato com Egidio. Descobri que desde 1997 ele trabalhava na história genealógica de Genaro Perugorría em Corrientes, e dos descendentes da familia até nossos dias. Seu trabalho me interressou muitíssimo. E desde então temos continuado. Pensando que éramos poucos, decidi investigar as raízes de todos os ramos. Quando me dei conta de que não éramos tão poucos, já não dava mais pra voltar atrás, e com teimosia perugorriana basca decidi continuar. Vejo que não somos só um punhado, senão talvez 4.000 em todo o mundo.

 

Já encontrei quase tudo o que necessito sobre minha família direta. Mas descobri uma coisa: minha família não está só no mundo. Assim, decidi contatar a todos os Perugorría que posso, compartilhar a informação que tenho sobre seus antepassados, e escrever um pouquinho sobre cada ramo da família.  Tem sido uma cadeia incessante de descobrimentos, com coisas novas cada dia.  Às vezes, ligando pra alguém, o faço com cautela: Por quê quero saber estas coisas? Quem é você? Esta é a razão para compartilhar o que tenho descoberto: demonstrar que se pode confiar em mim, e que então mais Perugorrías se entusiasmem com a pesquisa, e assim consigamos mais informações, e em um dia não muito longe possamos traçar uma linha que una a cada Perugorría com seu passado, e que assim possamos encontrar a todos. Porque, como dizem os Perugorría de Cuba, “somos uma só família”.

 


Os colaboradores

A informação obtida nestas páginas não seria possível sem a ajuda das seguintes pessoas:

 

Na Argentina

 

 

No Uruguay

 

No Brasil

 

Em Cuba

 

 

Na España e na França

 

 

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